Analisador de cron, Base64, formatador JSON, codificação de URL e mais oito. Tudo é calculado no seu navegador, então nada do que você colar chega ao nosso servidor.
Acabamos de publicar um punhado de utilitários pequenos em /tools: um analisador de expressões cron que mostra as cinco próximas execuções, codificação Base64, um formatador de JSON, codificação percentual de endereços e mais oito. São gratuitos, não pedem conta e não têm nenhum ponto no meio em que a gente tente te vender algo.
O interessante não é o que eles fazem. O interessante é onde eles fazem.
Nenhuma dessas ferramentas envia nada para lugar nenhum. A expressão cron que você cola, o JSON que você está depurando, o bloco Base64 que talvez seja um token: tudo é processado por JavaScript no seu navegador e nada disso sai de lá. Não há requisição ao nosso backend, porque nesse caminho não existe backend algum.
Parece uma nota técnica. Não é. Pense no que as pessoas realmente colam em formatadores online: credenciais de banco de dados dentro de uma configuração JSON, uma chave de API no payload de um webhook, um JWT copiado direto dos logs de produção. Todo serviço que processa isso no servidor tem esses dados em um log de requisições, quisesse ou não.
Nós preferimos não tê-los. Cuidar de segredos alheios é uma responsabilidade da qual não tiramos nada.
As ferramentas usam apenas o que o navegador já traz: TextEncoder para UTF-8, btoa para Base64, JSON.parse, encodeURIComponent. O analisador de cron são umas cem linhas escritas do zero.
Isso também foi uma decisão deliberada. Uma ferramenta que se anuncia como “roda localmente” enquanto puxa um script do CDN de outra pessoa é local exatamente na medida em que o operador desse CDN permitir. A dependência não some porque é conveniente.
A única exceção, dita com todas as letras: estas páginas carregam a nossa analytics, como o resto do site. Ela conta visualizações. Não vê o que você digita nas ferramentas, e o conteúdo dos campos nunca é transmitido.
Resposta honesta: porque as pessoas procuram por isso. Quem está escrevendo uma linha de crontab às duas da manhã, apertando os olhos para */5 * * * * só para conferir se calculou certo, é exatamente a pessoa que na semana seguinte vai querer saber se aquele job realmente rodou.
Resposta menos cínica: olhamos para expressões cron o dia inteiro. O analisador mostra o que nós mesmos gostaríamos de ver, ou seja, as cinco próximas execuções no seu fuso horário, e não um parágrafo de prosa recitando de volta o seu próprio agendamento. Quem já se queimou com a confusão entre UTC e hora local sabe por que isso importa mais do que a redação.
São doze: analisador de cron, Base64, formatador JSON, codificação de URL, conversor de timestamp, gerador de UUID e ULID, hash SHA, testador de regex, calculadora chmod, calculadora CIDR, gerador de senhas e uma simples tabela de referência de códigos de status HTTP.
Essa última não tem um grama de JavaScript, e a tabela tem uma coluna que as outras vinte do mesmo tipo na internet não têm: o que cada código significa para um monitor. Um 401 normalmente significa que o seu check perdeu as credenciais, não que o serviço caiu. Um 429 significa que o serviço está vivo e está recusando justamente você.
E se um dia você se pegar pensando se o cron que acabou de escrever disparou esta noite, essa parte também é com a gente. Só que aí já precisa de uma conta.
Cadastre-se, gere uma API key, cole o curl no seu cron. É só isso.